Uma baixaria que ainda me MARTELAVA a cabeça
14 de abril de 2008, dia em que começou o crec-crec na nossa cozinha. Assim que os primeiros ladrilhos foram arrancados a golpes de marreta - para desespero da vizinha de baixo, que deve ter colocado algodão nos ouvidos -, meu coração começou a bater no ritmo do martela, martelão. Foi lindo.
Há exatos dois anos este pobre cômodo ansiava por uma guaribada geral, pois a antiga moradora - antes de se mudar para um apartamento de 400 metros quadrados em uma das ruas mais nobres aqui do bairro - deu uma de "mão leve" e carregou consigo todos os armários, contrariando tudo o que havia sido combinado no ato da venda. No dia da entrega das chaves, ao me deparar com uma cozinha que mais parecia o Iraque pós-guerra, juro: eu me sentei e chorei. Sendo assim, a edificante máxima "vão-se os anéis, ficam os dedos" não funcionou conosco, pois os armários se foram e o que ficou foi uma buraqueira desgraçada em todas as paredes.
Agora, porém, a buraqueira é de outra natureza: tudo está sendo devidamente detonado para a nossa maior comodidade! Arrisco até a dizer que essa reforma está nos fazendo um bem MORAL. Sim, pois entrar na cozinha as we knew it era diariamente recordar o que a ex-proprietária nos fez de maneira tão deselegante, tão desnecessária. Olhar para aquele cantinho medonho da casa era reforçar a idéia de que até as pessoas mais abastadas e pretensamente intelectualizadas conseguem ser mesquinhas e obtusas de um modo absolutamente patético.
Valeu, Comlurb, por levar embora os entulhos e as minhas mágoas!
Há exatos dois anos este pobre cômodo ansiava por uma guaribada geral, pois a antiga moradora - antes de se mudar para um apartamento de 400 metros quadrados em uma das ruas mais nobres aqui do bairro - deu uma de "mão leve" e carregou consigo todos os armários, contrariando tudo o que havia sido combinado no ato da venda. No dia da entrega das chaves, ao me deparar com uma cozinha que mais parecia o Iraque pós-guerra, juro: eu me sentei e chorei. Sendo assim, a edificante máxima "vão-se os anéis, ficam os dedos" não funcionou conosco, pois os armários se foram e o que ficou foi uma buraqueira desgraçada em todas as paredes.
Agora, porém, a buraqueira é de outra natureza: tudo está sendo devidamente detonado para a nossa maior comodidade! Arrisco até a dizer que essa reforma está nos fazendo um bem MORAL. Sim, pois entrar na cozinha as we knew it era diariamente recordar o que a ex-proprietária nos fez de maneira tão deselegante, tão desnecessária. Olhar para aquele cantinho medonho da casa era reforçar a idéia de que até as pessoas mais abastadas e pretensamente intelectualizadas conseguem ser mesquinhas e obtusas de um modo absolutamente patético.
Valeu, Comlurb, por levar embora os entulhos e as minhas mágoas!